Cena Morta

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Daiana é uma atriz jovem e inexperiente. Emocionalmente afetada por um episódio trágico, ela decide mudar de cidade e buscar oportunidades para uma nova vida. Ela é recebida e amparada por Julia, que também é atriz, mas tem mais experiência e conhece melhor o meio artístico. Em meio aos desafios desta relação e às dificuldades do mundo da arte, conhecemos outra personagem: a famosa e misteriosa Luiza Fontenelle, uma atriz frustrada com a bajulação e a superficialidade do meio artístico em que vive.

A história é apresentada de maneira metateatral, como num ambiente de ensaio. O público assiste aos bastidores e vê a mecânica da peça enquanto a narrativa mostra as angústias, os percalços e as vaidades que habitam a arte do Teatro.

Cena Morta é o sétimo e mais novo espetáculo da Persona Cia de Teatro, de Florianópolis. A Companhia realizou inúmeros projetos de circulação tanto no Brasil quanto no exterior e em 2016 comemora 15 anos de história.

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Agradecimentos

Alan Silveira, Luiza da Silveira, Marcos Oliveira, Oni Freire, Pedro Paulo Kincheski, Roberto Gorgati, Sérgio Piazza e Valéria de Oliveira.

Escrito e dirigido por Jefferson Bittencourt
Com atuação de Clei Grött, Giselle Kincheski, Juli Nesi e Fabiana Franzosi
Figurinos e objetos por Valéria de Oliveira
Costureira: Lilian Bandeira- Das Moças Ateliê
Maquiagem/Visagismo: Alan Silveira
Fotos: Bruno Ropelato
Arte gráfica: Jefferson Bittencourt
Trilha sonora e iluminação de Jefferson Bittencourt
Produção de Persona Cia de Teatro

Otelo

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Música de OTELO

OTELO, a partir do texto homônimo do escritor inglês William Shakespeare (1564-1616), é o mais novo espetáculo da Persona Cia de Teatro, sediada em Florianópolis/SC. A estreia acontece justamente em 2014, ano em que se comemora mundialmente o aniversário dos 450 anos de nascimento de um dos maiores escritores que o mundo conheceu.O espetáculo Otelo foi contemplado pelo prêmio Funarte Myriam Muniz 2013, na categoria montagem e pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2013, da Fundação Catarinense de Cultura. A peça escrita por volta do ano de 1603, tem na montagem da Companhia catarinense uma nova leitura: o ambiente contemporâneo de uma bem-sucedida empresa. Neste lugar é que se desenvolve a trama da peça e toda a riqueza extraída do texto shakespeariano.

O espetáculo narra a história de Otelo, presidente de uma importante empresa, que é levado a cair na armadilha de sua secretária, Iara. Ela convence Otelo de que ele está sendo traído por sua esposa, Desdêmona. Temos assim, a história de um homem que é levado aos limites da ira por causa de seu ciúme. Otelo é conduzido a cair na armadilha de Iara, composta por um jogo cínico e diabólico. Esta é a matriz da obra original, encenada inúmeras vezes. Otelo é uma obra que procura investigar o tema do amor e do ciúme tendo como motor principal a própria citação de Shakespeare: ‘o orgulhoso devora a si mesmo’.

Na montagem da Persona Cia de Teatro, está em cena a linguagem que marca a poética da companhia: a densidade do tema, o contraponto com cenas líricas e o trabalho com a musicalidade.

As atrizes e os atores trabalharam intensamente sobre a adaptação de suas personagens, buscando manter a essência da trama, uma vez que foram subtraídos personagens e algumas relações entre eles do texto original. Para complementar o trabalho de interpretação, o grupo passou pela a assessoria poética do diretor e ator Roberto Mallet (UNICAMP SP). A tradução deOtelo (que ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura em 2000) ficou a cargo da renomada tradutora brasileira Beatriz Viégas-Faria, tradutora da L&PM Pocket.

Foto de Caio Cezar (5)

Agradecimentos

Beatriz Viégas-Faria, Eda Maria Grött, Eve Nunes, Fabiana Franzosi Zanette, Gabriel Welter Melati, Grupo Porto Cênico, Janderson Bittencourt dos Santos, Janete Bittencourt dos Santos, Luiza Rolim da Silveira, Marli Sarmento Kincheski, N.A.F.T. (Nós Amamos Fazer Teatro), Renato Turnes, Roberto Gorgati, Rodrigo Ferrari, Sergio Stüpp e Tadeu Kincheski. Um agradecimento especial ao professor José Roberto O’Shea por seus comentários e observações sobre o universo shakespeareano.

Direção e Adaptação: Jefferson Bittencourt
Elenco: Cleístenes Grött, Giselle Kincheski, Luciana Holanda, Rafael Zanette, Raquel Stüpp e Valéria de Oliveira
Tradução: Beatriz Viégas-Faria
Concepção e Operação de
Som e Luz: Jefferson Bittencourt
Figurinos: Betinha Mânica
Concepção Cenográfica: Jefferson Bittencourt
Objetos de Cena: Roberto Gorgati
Maquiagem e Cabelos: Valéria de Oliveira
Assessoria Poética: Roberto Mallet
Fotos: Caio Cezar
Design Gráfico: Daniel Olivetto
Assessoria de Imprensa: Jefferson Bittencourt e Raquel Stüpp
Home-Page: Jefferson Bittencourt
Produção: Persona Cia de Teatro

A Galinha Degolada

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Baseado no conto homônimo de Horacio Quiroga, o espetáculo conta a história do casal Mazzini-Ferraz e seus 4 filhos idiotas. Portadores de uma doença mental incurável, os meninos sofrem todas as conseqüências da falta de amor entre os pais. Passado certo tempo, nasce uma menina, que não é acometida pela mesma doença, mas que acaba revelando o verdadeiro sentido da falta de cuidado e amor do casal.

A Persona Cia de Teatro e o grupo Teatro em Trâmite (também de Florianópolis) uniram-se numa parceria para apresentar uma obra-prima da literatura ocidental. Horacio Quiroga, escritor exímio, conduz com muita delicadeza e sensibilidade uma história que mostra como a falta de amor pode gerar situações trágicas sem retorno.

O espetáculo A GALINHA DEGOLADA, sobre o conto do escritor uruguaio Horacio Quiroga, é o trabalho que marca a parceria entre duas importantes companhias teatrais de Florianópolis: Persona Cia de Teatro e Teatro em Trâmite.

Em cena há os quatro filhos do casal que são representados por bonecos. O boneco, por sua representação plástica desprovida de força própria, é peça central para estabelecer a relação dramática do casal em conflito com a doença dos filhos. Jogados de um lado para o outro, eles são tratados, literalmente, como ‘marionetes’.

Assim, ao invés de dar ‘anima’ ao boneco, optou-se pelo oposto: trabalhar com um ator que pudesse como proposta de linguagem, ficar desprovido de alma. Seres humanos desprovidos de vontade própria, frente ao horror da situação em que se encontram. Tudo por causa da própria condição estabelecida pelo conto, a de que os filhos do casal são acometidos pela idiotia (terminologia dada, à época do conto – 1917 – às pessoas com problemas mentais).

O diretor Jefferson Bittencourt trabalha com a linguagem do fantástico desde sua primeira montagem, F. realizada em 2002. Desde então, sua busca tem sido por temáticas que abordam a simbiose entre o grotesco e o belo, na procura de um teatro que proporcione vislumbrar a beleza através do espanto, da ação de estar ‘face a face’ com o mistério. Como ressaltava Aristóteles sobre a função da tragédia grega: ‘purificar a alma do homem e incliná-lo ao bem pela visão do absurdo e do mal inerentes à ordem cósmica’.

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Agradecimentos

Melissa Pretto, Andréia Grígolo, Sandra Meyer Nunes, Fernando Cruz, Juliana Baldazzare, Beatriz Sanson, Gabriel Melatti, Loli Menezes e família, Maria Cristina Figueiredo, Vinil Filmes.

Direção: Jefferson Bittencourt
Atores: André Francisco , Gláucia Grigolo , Loren Fischer e Giulia Pamina
Tradução e adaptação: Jefferson Bittencourt e Gláucia Grigolo
Cenário e adereços: Jânio Roberto de Souza
Cenotécnico: Tonvilde de Souza
Iluminação e Trilha sonora: Jefferson Bittencourt
Maquiagem: Adriana Bernardes
Figurino: Gláucia Grigolo e Samantha Cohen
Costureiras: Iraci Machado Goulart e Lolita da Silva
Produção executiva: Gláucia Grigolo
Assistência de produção: Giselle Kincheski
Prestação de contas: TAHO
Fotos: Cristiano Prim
Arte Gráfica: Jefferson Bittencourt e André Francisco
Ilustração: Janderson Bittencourt dos Santos
Realização: Persona Cia. de Teatro e Teatro em Trâmite

Nem Mesmo A Chuva Tem Mãos Tão Pequenas

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Composto a partir da obra The Glass Menagerie de T. Williams, o espetáculo Nem mesmo a chuva tem mãos tão pequenas conta a história de uma família sem pai.

A partir das recordações de um jovem rapaz há a triste história de sua irmã, cuja sensibilidade é desprezada e desconhecida pela mãe. Esta, só tem um único interesse: ver a filha casada e fará de tudo para que isso se concretize.

Após três trabalhos seguidos com autores contemporâneos (F. e Castelo de Cartas – de Rogério Christofoletti e E.V.A. de Christiano Scheiner) a Persona Cia de Teatro buscou uma nova relação com a dramaturgia através da composição da cena em conjunto com o diretor e da composição dramatúrgica a partir de outras obras.

Com um cenário simples, o grupo procura dar maior valor à intensidade das interpretações e ao jogo claro e aberto de uma encenação que explora recursos oníricos da passagem do tempo. Todos os atores permanecem em cena e tudo se desenvolve na frente do público.

Ao som de composições inspiradas nas canções americanas clássicas, o espetáculo investiga uma atmosfera que sustenta toda a riqueza e sensibilidade das personagens que vivem num mundo de vidro, frágil, cujo principal sentido é a busca da compreensão e da realização dos seus desejos.

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Agradecimentos

Composição do texto: Persona Cia de Teatro
Direção Artística: Jefferson Bittencourt
Elenco: Gláucia Grigolo, Igor Lima, Malcon Bauer e Melissa Pretto
Cenários: Jânio Roberto de Souza
Figurinos: Gláucia Grigolo
Costureiras: Iraci Machado Goulart e Ana Noboa
Cabelos e maquiagem: Persona Cia de Teatro
Iluminação: Jefferson Bittencourt
Direção musical: Jefferson Bittencourt
Técnico de gravação: Roque Bezerra
Designer gráfico: Jefferson Bittencourt
Site: Janderson – www.jands.biz
Produção: Persona Cia. de Teatro

Castelo de Cartas

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Doutor Frederico,
Estou arrependida de ter vindo à casa do carteiro. O senhor Lombroso me parece muito agressivo, e sua esposa não reage a nada. Ficou muda de vez. A situação está ficando fora de controle, pois eles já desconfiam do motivo de minha visita. Eu mesma me pergunto: o que uma enfermeira como eu faz nessa casa de loucos?
Ass: Alice

Esta é a carta que a enfermeira Alice escreve apresentando o ambiente no qual ela é convidada: a casa do Sr. Lombroso, que mantém uma estranha e intensa relação psicológica de poder com sua esposa.

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O espetáculo prima pela estilização das cenas, onde música e imagem são integradas num discurso trágico, juntamente com as cores que compõem cenários e figurinos.

A iluminação também tem papel fundamental na encenação, pois demarca os limites dramáticos das personagens, assim como, define a proposta de estilização das cenas.

O foco é o trabalho de interpretação centralizado no detalhamento das ações, com influências de outras linguagens, como o cinema e a ópera. Como em outros trabalhos da companhia, o espetáculo procura apresentar personagens esteticamente não realistas, estranhos e complexos internamente, que possam servir como emblemas para um olhar mais profundo sobre o homem.

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Agradecimentos

Elenco: Gláucia Grigolo, Igor Lima, Malcon Bauer
Direção: Jefferson Bittencourt
Assistência de Direção: Melissa Pretto
Dramaturgia: Rogério Christofoletti
Preparação e Orientação Coreográfica: Sandra Meyer
Concepção e Operação de Som e Luz: Jefferson Bittencourt
Criação de Cenário e Figurinos: Dé Beirão
Costureiras: Iraci Machado Goulart, Ana Noboa
Cenotécnico: Pedro José da Silva
Cabelos e Maquiagem: Antônia de Oliveira
Fotos e Design Gráfico: Silvio da Costa Pereira
Estúdio de Gravação: Tekne Studio
Técnico de Gravação: Roque Bezerra
Vozes em off: Jefferson Bittencourt, Marcelo Aguiar, Melissa Pretto, Nichele Antunes, Nicole e Mattheus Sucupira Prates da Cunha Stroper
Site: Janderson – www.jands.biz
Secretária de Produção: Nilce da Silva
Diretor de Produção: Renato Cristofoleti
Produção: Ponte Cultural Escritório de Produção

E.V.A

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E.V.A. conta a história da criação da mulher perfeita.

Criada pelos seres humanos em laboratório, a criatura explicita suas angústias e sua análise sobre o ser que a criou: o homem. Ao final deste duelo, E.V.A. decide matar seu criador e sofre as consequências de sua solidão.

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O fenômeno da criação do homem, por qualquer ótica de estudo, sempre foi motivo para indagações, muitas delas sem respostas. A existência do criador está no cerne de toda a discussão filosófica e metafísica no que diz respeito à existência da humanidade.

Em cena, dois atores vivendo a criatura e o criador. Em cena, manequins: corpos estáticos prontos para o start. Num bailado de evoluções que perseguem imagens poéticas, o espetáculo conta a velha fábula da criação sob um viés que une a dança, o teatro e o vídeo. Seguindo uma estética futurista, E.V.A. procura construir sentidos que pretendem ir além de qualquer fixação temporal.

Assim, o espetáculo procura investigar as figuras do criador e da criatura, presentes no palco. O criador e a personagem E.V.A. constituem um pequeno resumo das insatisfações e desejos do homem no seu caminhar em direção à sabedoria. A presença de Deus, o Darwinismo e o Neo- Darwinismo, o drama dos fracassos humanos como a permanência do ódio, as guerras, a anulação do outro e, principalmente, a relação humana com a rápida evolução da tecnologia e suas consequências, são os temas apresentados pelo espetáculo. É no trabalho de interpretação, relacionado com os movimentos da dança, e na utilização de recursos multimídia, que se encontra o ponto central da encenação para o desenvolvimento desta relação tão ancestral e essencial para o homem e sua presença no universo.

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Agradecimentos

Elenco: Sandra Meyer e Igor Lima
Direção: Jefferson Bittencourt
Texto: Christiano de Almeida Scheiner
Assistência de direção: Gláucia Grigolo
Fotos/Designer de programa e cartaz: Renata Vavolizza
Foto PB: Sílvio da Costa Pereira
Fotos Digitais: Pedro Alípio
Trilha sonora e Iluminação: Jefferson Bittencourt
Cenografia: Roberto Gorgati
Figurino: Paulo Vegno
Maquiagem e Cabelo: Gláucia Grigolo
Produção: Persona Cia de Teatro


VÍDEO EM PROJEÇÃO
Elenco:
Gláucia Grigolo, Igor Lima, Melissa Pretto, Malcon Bauer e Sandra Meyer
Imagens: Jefferson Bittencourt
Imagens de ficção citadas:
Laranja Mecânica (1971)
2001 – Uma Odisséia no Espaço(1968)
Blade Runner – o Caçador de Andróides(1982)
Metrópolis (1926)
Imagens de não-ficção citadas:
Noticiários da CNN, CNN en espanhol, BBC, Rede Globo, TV Bandeirantes e Deutsche Welle

F.

F. 2

Um homem com medo da vida.

Suas irmãs siamesas, com medo da morte.

Uma frágil esperança para estes seres atormentados só resiste no universo do fantástico.

Só uma solução mágica pode salvá-los da miséria de suas existências.

Claramente inspirado no universo do escritor Franz Kafka (1883-1924), a peça recorre a uma pesquisa estética sobre o Expressionismo, articulando as linguagens do teatro e da música.

A sonoridade busca a união entre música e movimento, sons criados pelos atores e música gravada. A convergência das artes teatral e musical se dá de forma espontânea na medida em que tem muitas interfaces comuns. Se o teatro é chamado de imitação das ações humanas, a música traz à tona os estados d’alma. Pesquisar a dimensão e a aplicação das sonoridades na cena é perseguir um teatro com o máximo de alma e de vida.

A trilha sonora de F. se concentra em canções que tematizam o universo das personagens, procuram preencher o universo simbólico com estranhamento e poesia.

Todos os elementos da montagem foram concebidos para reforçar um ambiente expressionista, com linhas, texturas e cores tendendo a um tom sépia, remetendo a fotografias antigas e amareladas.

O Expressionismo nasceu das reminiscências dos contos fantásticos do final do século XIX e teve seu auge nas primeiras décadas do século XX. Sua marca é o grito de dor por excelência, que busca expressar o pessimismo e a agonia do homem frente a seus medos e fragilidades. O espetáculo F. tem clara inspiração kafkiana, na medida em que pinça aspectos presentes na obra do escritor: a fraqueza, a fobia, a deformação física e de caráter. Elementos que são reforçados, realçando a ação dramática no trabalho dos atores, direcionando as partituras de movimentos na cena. O próprio título da peça repete um processo característico do escritor, de usar iniciais para nomear personagens, sinalizando, mas não fechando sentidos.

A obra de Kafka é o ponto de partida para a montagem teatral, mas não o seu destino. O espetáculo não quer repetir a literatura, mas encenar sentimentos e conflitos humanos sob a luz de um artista que tão bem os entendeu.

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Agradecimentos

Elenco: Melissa Pretto, Gláucia Grigolo, Igor Lima, Malcon Bauer
Direção: Jefferson Bittencourt
Dramaturgia: Rogério Christofoletti
Preparação Corporal: Sandra Meyer
Designer Gráfico: José Isaías Venera
Figurino: Gláucia Grigolo
Cenário: Roberto Gorgati
Cabelos e Maquiagem: Persona Cia. de Teatro
Criação e Operação de Som e Luz: Jefferson Bittencourt
Site: Janderson – www.jands.biz
Produção: Persona Cia. de Teatro